BILHÕES DE ANIMAIS SILVESTRES PRECISAM DE SUA AJUDA.

Infelizmente, a crueldade do comércio ilegal de animais silvestres, que parece não ter fim, continua fazendo vítimas, principalmente as aves (como papagaios, araras e periquitos), que, a cada dia, são apreendidas das mãos de criminosos por autoridades ambientais.

Segundo informações do RENCTAS, em volume financeiro, o tráfico de animais silvestres perde somente para o tráfico de armas e de drogas. Anualmente cerca de 38 milhões de animais silvestres são retirados da natureza por traficantes; e de cada 10 animais capturados, apenas 1  consegue sobreviver e chegar ao comércio para ser vendido. Enquanto isso, os outros 9 animais morrem ao longo do transporte e/ou do tratamento inadequado que recebem, tendo, em muitos casos, seus ossos quebrados e seus olhos perfurados para que fiquem menos agitados e não façam tanto barulho (pois quando esses animais ficam com dor, permanecem abatidos e quietos); e, dessa forma, chamam menos a atenção da fiscalização. E é assim a maneira como muitos traficantes conseguem transportar esses animais até que cheguem ao comércio ilegal.

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O transporte desses animais ocorre por via aérea ou rodoviária. Por vias aéreas, as aves passam despercebidas, acondicionadas em fundos falsos de malas onde são sedadas para dormirem. Durante o trajeto,  muitas morrem sufocadas. Os aeroportos mais utilizados, segundo o relatório do RENCTAS, concentram-se nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país.

As principais rotas terrestres são as rodovias BRs que interligam os estados vizinhos das regiões do Brasil. As aves são, na maioria das vezes, transportadas em porta-malas, todas espremidas umas sobre as outras, o que faz com que poucas sobrevivam por falta de oxigênação.

Animal silvestre não é um animal de estimação: este já está acostumado a viver próximo ao homem; os silvestres, não! Ter um animais silvestres em casa pode parecer um forma de amá-los; mas quem faz isso constrói uma prisão na própria casa. Se realmente amá-los, deixe-os livre na natureza, pois eles precisam dessa liberdade para darem continuidade à vida. E, fazendo isso, você romperá com circulo vicioso do tráfico ilegal de animais silvestres que acompanha o Brasil desde o momento em que os primeiros habitantes aqui chegaram. Já está na hora de mudar esta horrenda história!

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Não compre animais silvestres!


ARARAS VOLTAM À NATUREZA

Arara-azul-1 A arara-azul é da espécie Anodorhynchus hyacinthinus e está na lista das espécies ameaçadas de extinção. Em todo o mundo, essa ave é considerada a maior espécie da família Psittacidae (araras, papagaios e periquitos).

Em 2010, 4 araras-azuis foram encaminhadas pelo IBAMA para o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) Associação Bichos da Mata para serem tratadas e recuperadas. Das quatro aves que chegaram, três vieram de um Criadouro localizado no interior de São Paulo e uma veio do IBAMA-MT, após ter sido resgatada no Pantanal-Norte do Mato Grosso (MT).
Durante dois anos,  as aves foram tratadas e receberam alimentação balanceada para recuperação de suas penas e de seu estado de saúde. Para sua capacidade de voo, as araras-azuis ficaram acomodadas em amplos recintos. Todo trabalho foi acompanhado pela equipe técnica, composta por biólogo, tratador e veterinário.
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Em 2012,  as araras-azuis foram encaminhadas para o Pantana-Norte, em Poconé-MT, após estarem aptas à soltura. As aves foram transportadas até a Área de Soltura e Monitoramento onde ficaram em aclimatação por alguns dias, para que pudessem fazer o reconhecimento e a adaptação no local.
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A soltura foi realizada em parceria com o IBAMA-MT. As portas e as  janelas dos recintos foram abertas para que as aves pudessem sair aos poucos, conforme se sentiram seguras. Após a soltura, a equipe deu início aos monitoramentos delas na natureza, observando a interação com outras de sua espécie, se estão se alimentando ou se precisam de mais alimento, se estão se reproduzindo  e se estão se adaptando bem ao novo lar, de onde jamais deveriam sair.
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URUBU: TÃO CONHECIDO E TÃO POUCO COMPREENDIDO

   urubu 1      A cada dia mais vemos a presença de urubus no nosso dia-a-dia. Mesmo nas cidades grandes como São Paulo, sobrevoam os ares, deixando a população um tanto quanto desconfortável com a presença de uma figura considerada pela maioria como de mau-agouro.

Os urubus são aves da família Cathartidae. Estas aves são as únicas que possuem uma alimentação exclusiva de carniça e restos de carcaças de outros animais. Conhecidos como limpadores pela sua característica de alimentação, os urubus estão longe de trazerem azar ou desgraças, pelo contrário são importantes animais, pois evitam a disseminação de doenças e fazem “uma faxina”, ingerindo o lixo que os humanos deixam pelas ruas.   
Animais vivos, porém muito fracos para fugir de predadores, também podem ser um banquete para os urubus que nesse caso são considerados oportunistas, alimentando-se desse animal debilitado.

Os urubus apresentam um olfato superior às outras aves e por isso são capazes de identificar carcaças no interior das matas fechadas com vegetação arbórea. Sua capacidade de se alimentar de carniça se dá ao poderoso suco gástrico secretado pelo estômago, que contribui com a maior parte da digestão desse alimento em putrefação e elimina as bactérias presentes no alimento em decomposição. Por não terem habilidade de caçar, as garras de suas patas são pequenas e o bico é adaptado para rasgar a carcaça do animal morto.  
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A ausência de penas na cabeça e no pescoço dos urubus é uma estratégia de sobrevivência, pois como se alimentam de carniças, o contato com as penas poderia ser um foco de bactérias prejudicando a saúde da ave.

Os urubus aproveitam as correntes de ar para ficarem planando sem fazer esforço. Assim, quando pegam uma corrente de ar ficam planando em círculos observando se há a ocorrência de alimentos por perto. Quando os urubus se sentem ameaçados no solo, regurgitam todo o alimento ingerido para alçar voo mais rápido.

Por não terem glândulas sudoríparas, os urubus além de ficarem com os bicos abertos quando está muito calor, eles defecam e fazem xixi em suas próprias patas para refrescarem-se e manter a temperatura corpórea.
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Os urubus não possuem cordas vocais e por isso não conseguem vocalizar. Com isso, os urubus emitem um som conhecido como “crocitar” que é uma emissão de um som parecido com um grunhido. 

No Brasil existem seis espécies de urubus, a saber:
·         Urubu da cabeça-preta (Coragyps atratus)
·         Urubu-de-cabeça-vermelha (Cathartes aura)
·         Urubu-de-cabeça-amarela (Cathartes burrovianus)
·         Urubu-da-mata (Cathartes melambrotus)
·         Urubu-rei (Sarcoramphus papa)      
                
Os urubus são aves que fazem parte da biodiversidade de espécies e como cada espécie no meio ambiente, também é importante na natureza e devem ser respeitados, pois só fazem o bem, mantendo a limpeza nas matas e no meio urbano.